Protocolo:
material: plasma fluoretado
• preparo do paciente:
- jejum de oito a doze horas
- teste não recomendado para pacientes hospitalizados
- suspender drogas que interfiram na tolerância aos carbohidratos, não ingerir bebidas alcoólicas e não realizar atividade física fora do habitual nas 24 horas que precedem o teste
• punção venosa com catéter
• manter repouso relativo
• administrar 75 g de glicose para adultos e 1,75 g/kg para crianças (máximo de 75 g)
• colher amostras nos tempos 0 e 120 min
Interpretação:
| Classificação | Glicemia mg/dL (0 min) | Glicemia mg/dL (120 min) |
| Glicemia de jejum normal | 75 - 99 | < 140 |
| Glicemia de jejum alterada | 100 - 125 | |
| Tolerância diminuída à Glicose | 140-200 | |
| Diabetes mellitus | > 200 | |
| Diabetes gestacional | > 126 | > 140 |
Protocolo:
• material: 2 mL de sangue em tubo seco para dosagem de GH, soro para dosagem de cortisol e 2 mL de sangue em tubo fluoretado, para dosagem plasmática de glicose
• preparo do paciente: jejum de oito horas
• punção venosa com catéter
• repouso (15 minutos)
• coleta de amostra basal
• administração de insulina regular via endovenosa
• dose: Administração de insulina regular via endovenosa na dose de 0,1 U/Kg (0,05 U/Kg se há suspeita de hipopituitarismo e insuficiência adrenal, e até 0,3 U/Kg em caso de suspeita de resistência insulínica, como hipercortisolismo e acromegalia)
• tempos: 15, 30, 60, 90 e 120 minutos para dosagem de glicemia;
30, 60, 90 e 120 minutos para dosagem de GH e/ou cortisol.
• a glicemia capilar é avaliada em cada coleta; se glicemia superior a 40 mg/dL, ou ausência de redução de 50% na glicemia aos 60 minutos, injetar mais 0,05 UI/kg de insulina regular via endovenosa e reiniciar o teste.
• manter acesso venoso e glicose 50% para aplicação endovenosa, em caso de ausência de recuperação da hipoglicemia com presença de sintomatologia intensa.
• para que o teste seja considerado válido e interpretável, é necessária a documentação de hipoglicemia (glicemia inferior a 40 mg/dL).
Contra-indicações:
O teste é contra-indicado em indivíduos portadores de cardiopatia isquêmica, epilepsia ou com antecedentes de acidente vascular cerebral (AVC).
Protocolo:
• material: soro
• preparo do paciente: jejum de oito horas
• punção venosa com catéter
• repouso (15 minutos)
• coleta de amostra basal
• administração de glucagon via intramuscular profunda, dose: 0,03 mg/kg (máxima: 1 mg)
• tempos: 90, 120 e 180 minutos
Efeitos colaterais:
Dor abdominal, náuseas e, ocasionalmente, vômitos, sendo estes transitórios e não implicam em uspensão do teste. Raramente, hipoglicemia pode ocorrer no final da prova.
Protocolo:
• material: soro
• preparo do paciente: jejum de doze horas. Não ingerir álcool nas 24 horas precedentes ao teste
• punção venosa com catéter
• coleta de amostra basal
• ingestão de 75 g de glicose a 25% (adulto) ou 1,75 g/kg de peso (criança)
• tempos: 30, 60, 90, 120 e 180 minutos
Efeitos colaterais :
Interpretação: normal: GH < 1 µg/L em qualquer ponto da curva (exclui acromegalia).
Indicação:suspeita de diabetes insipidus (DI).
Protocolo:
• material: soro e urina
• preparo do paciente:
- véspera do exame: acesso livre a água
- dia do exame: desjejum leve, não tomar café, chá nem chocolate, não fumar
- mulher: não estar menstruada, caso esteja, usar tampão vaginal
| 1ª parte | 2ª parte (DI central X nefrogênico) |
| Coletar sangue e urina Controle do peso Iniciar restrição hídrica |
DDAVP (0,2 ml intra-nasal) Liberar ingesta hídrica |
| Após 1 hora: Coletar todo o volume da diurese. Controle do peso |
Após 1 hora: Coletar sangue e urina |
| Após 1 hora: Coletar todo volume da diurese. Controle do peso |
Fim da prova |
| Continuar o mesmo procedimento a cada hora até perda de 3% do peso corporal (ou intervalo de oito horas) Fim da 1ª parte |
Interpretação da 1ª parte:
• normal: osmolalidade urinária > 600 mOsm/kg, osmolalidade plasmática: < 300 mOsm/kg, redução do fluxo urinário: 0,5 mL/min.
• diabetes insipidus total: osmolalidade urinária < 270 mOsm/kg, osmolalidade plasmática > 300 mOsm/kg.
Interpretação da 2ª parte:
| Osmolalidade Urinária (mOsm/Kg) | Diagnóstico | |
| Após desidratação | Após DDAVP | |
| > 750 | > 750 | Normal |
| < 300 | > 750 | DI central |
| < 300 | < 300 | DI nefrogênico |
| 300 -750 | < 750 | DI central parcial, DI nefrogênico ou polidipsia primária |
1) Teste de supressão com 1 mg de dexametasona
Protocolo:
• material: soro
• preparo do paciente: jejum de oito horas
• administração de 1 mg de dexametasona às 23 horas do dia anterior à coleta da amostra
• coleta de amostra para dosagem de cortisol entre 7 e 8 horas da manhã seguinte
Interferentes: fenitoína, barbitúricos e outros indutores de enzimas microssomais hepáticas que acelerem o metabolismo da dexametasona, lipemia.
2) Teste de supressão com dexametasona - dose baixa - 2 mg/2 dias
Protocolo:
• material: soro
• preparo do paciente: jejum de oito horas
• coleta de amostra basal para dosagem de cortisol às 8 horas da manhã
• administração de 0,5 mg de Dexametasona de 6/6 horas a partir das 12 horas do 1º dia do teste até 6 horas do 3º dia
• coleta de amostra às 8 horas do 3º dia (aproximadamente duas horas após a última dose de dexametasona)
Interferentes: fenitoína, barbitúricos e outros indutores de enzimas microssomais hepáticas que acelerem o metabolismo da dexametasona, lipemia.
3) Teste de estímulo com CRH pós dexametasona
Indicação: diagnóstico diferencial entre síndrome de Cushing e pseudo-Cushing (exemplo: alcoolismo, depressão).
Protocolo:
• material: soro para dosagem de cortisol e plasma colhido com EDTA para dosagem de ACTH
• preparo do paciente: jejum de oito horas
• coleta de amostra basal para dosagem de cortisol às 8 horas da manhã
• administração de 0,5 mg de Dexametasona de 6/6 horas a partir das 12 horas do 1º dia do teste até as 6 horas do 3º dia
• coleta de amostra às 8 horas do 3º dia (aproximadamente duas horas após a última dose de dexametasona) para dosagens de cortisol e ACTH
• administração de 100 µg de CRH humano ou 1 µg/Kg de CRH ovino EV
• coleta de amostra para dosagem de cortisol e ACTH aos 15, 30, 45 e 60 minutos após CRH
Interpretação:
• Síndrome de Cushing: cortisol apresenta resposta ao estímulo (valor absoluto aos 15 min > 1,4 mcg/dL); observa-se um incremento do valor basal de ACTH
• PseudoCushing: o cortisol permanece suprimido, sem resposta ao estímulo (valor absoluto aos 15 min < 1,4 mcg/dL)
Efeitos colaterais: ruborização, taquicardia transitória e hipotensão.
Contra-indicações: hipersensibilidade ao CRH e/ou a corticóides.
Interferentes: fenitoína, barbitúricos e outros indutores de enzimas microssomais hepáticas que acelerem o metabolismo da dexametasona, lipemia.
4) Teste de estímulo com DDAVP para ACTH e cortisol
Indicação: diagnóstico diferencial de síndrome de Cushing (principalmente para diferenciar doença de Cushing de pseudo-Cushing e de Síndrome do ACTH etcópico) e para controle de cura cirúrgica da doença de Cushing.
Protocolo:
• material: soro
• preparo do paciente: jejum de oito horas
• punção venosa com catéter
• repouso (15 minutos)
• coleta de amostra basal
• administração de DDAVP, via endovenosa, em bolo, dose de 10 µg
• tempos: 15, 30, 45, 60, 90 e 120 minutos
Interpretação:
• Doença de Cushing:
- ACTH: elevação de 50% em relação ao valor basal
- cortisol: elevação de 20% em relação ao basal
- cura cirúrgica: ausência de resposta do corticol e ACTH no pós-operatório
- persistência do tumor pós-cirurgia: resposta positiva do cortisol e ACTH no pós-operatório
• Pseudo-Cushing: resposta diminuída ou ausência de resposta, devido ao feedback negativo exercido pelo hipercortisolismo crônico destas situações clínicas
Interferentes: lipemia.
Protocolo:
• material: soro
• preparo do paciente: jejum de oito horas
• punção venosa com catéter
• coleta de amostra basal para dosagem de cortisol entre 7 e 9 horas da manhã ou até duas horas após horário habitual de despertar
• administração de 250 µg de ACTH sintético, via endovenosa ou intramuscular
• coleta de amostra para dosagem de cortisol, 60 minutos após ACTH
Interpretação: normal pico de cortisol > 19 µg/dL.
Interferentes: prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).