HIPERTIREOIDISMO

O que é?
É a produção exagerada do hormônio tireoideano tiroxina.

Importância
O hipertireoidismo é uma doença comum, que afeta principalmente as mulheres e, se não tratado, pode levar a complicações em diversos órgãos do corpo.

Tipos/Causas:
O hipertireoidismo pode ter várias causas. A mais comum é o bócio difuso tóxico, conhecido como Doença de Graves-Basedow, que é na verdade uma anormalidade do sistema imunológico, que começa a fabricar anticorpos com capacidade de estimular constante e excessivamente a glândula tireóide, que passa a produzir hormônio sem parar e de modo independente ao controle normal do organismo. Outra causa de hipertireoidismo é o chamado bócio nodular tóxico, conhecido como Doença de Plummer. Essa doença ocorre em pessoas que geralmente já têm a glândula tireóide aumentada de tamanho (bócio), com um (uninodular) ou múltiplos nódulos (multinodular), que com o passar dos anos adquirem autonomia e passam a produzir hormônio fora do controle normal do organismo. Ainda no diagnóstico diferencial do hipertireoidismo temos outras situações como a tireoidite silenciosa, fase tóxica da tireoidite de Hashimoto (Hashitoxicos), uso de hormônio tireoideano ou Triac em fórmulas para emagrecer (tireotoxicose factícia), entre outras.

Sinais e Sintomas
Quase todo o organismo é atingido e assim muitos sintomas diferentes podem estar presentes, variando muito de pessoa para pessoa. Ocorre aumento dos batimentos cardíacos (taquicardia), palpitações e arritmias no coração, aumento da pressão arterial, ansiedade, nervosismo, insônia, tremores nas mãos, perda de peso, apesar do aumento do apetite, pele quente e úmida, sensibilidade exagerada ao calor, diarréia, fraqueza, menstruação irregular ou ausente, cabelos finos e sedosos, unhas frágeis, alterações nos olhos (exoftalmia) e bócio.

Evolução da doença
Quando não tratado, o hipertireoidismo pode levar a complicações cardíacas, osteoporose, anormalidades vasculares que podem propiciar infartos e derrames, piora da exoftalmia e até a morte por um quadro chamado "tireotoxicose", que consiste na manifestação exagerada de todos os sintomas supracitados com sérias repercussões hemodinâmicas de difícil controle.

Tratamento
A primeira escolha em geral de tratamento é com drogas que bloqueiam a produção do hormônio tireoideano (metimazol ou propiltiouracil), muitas vezes em associação com uma medicação beta-bloqueadora, para diminuir a ação da adrenalina, pois esta se encontra potencializada nos quadros de hipertireoidismo. Outras opções de tratamento incluem a irradiação da tireóide com iodo radioativo e a cirurgia (tireoidectomia) para a retirada parcial da tireóide. Estas formas de tratamento tentam eliminar as células tireoideanas que estão produzindo hormônio em excesso, e por isto é comum o aparecimento de hipotireoidismo após estes tratamentos. Uma outra forma de tratamento que pode ser usada em casos de nódulos autônomos de tireóide é a escleroterapia, que consiste na destruição do nódulo com injeção de álcool etanol.

Prognóstico
Costuma ser mais difícil controlar clinicamente o hipertireoidismo do que o hipotireoidismo. As complicações cardíacas, oculares e psicológicas são freqüentemente graves e podem ser irreversíveis mesmo após o tratamento, daí a importância do tratamento precoce. A terapia com iodo radioativo e a tireoidectomia têm-se mostrado opções seguras de tratamento definitivo, com bom prognóstico, mesmo em crianças.

O que eu posso fazer para prevenir?
Não há como prevenir o aparecimento da Doença de Graves nem da Doença de Plummer. Não tomar fórmulas ou remédios do tipo Triac para emagrecer ajuda a prevenir o aparecimento da tireotoxicose factícia. As complicações do hipertireoidismo podem ser prevenidas através do tratamento correto e precoce.