HIPERPROLACTINEMIA

O que é?
É o aumento dos níveis de um hormônio denominado prolactina, produzido pela glândula hipófise.

Importância
A prolactina é um hormônio que aumenta normalmente durante a gestação e a lactação, pois está relacionado com a produção de leite materno. Quando este hormônio está aumentado fora do período de lactação, pode causar prejuízos. A hiperprolactinemia pode ocorrer em ambos os sexos.

Tipos/Causas:
- Prolactinoma: a causa mais importante de hiperprolactinemia é a proliferação das células da hipófise que produzem prolactina, formando um tumor benigno (adenoma). Ele é chamado de micro ou macroprolactinoma, dependendo se é maior ou menor do que 1 cm.
- Tumores de hipófise ou da região ao redor da hipófise: não por produção de prolactina, como nos prolactinomas, mas por interferência nos mecanismos que inibem a secreção de prolactina pela hipófise
- Uso de medicamentos: metoclopramida, antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos, cimetidina, remédios para hipertensão arterial (metildopa, reserpina), pílula anticoncepcional
- Macroprolactina: uma forma de prolactina que pode estar no sangue e ser detectada nos testes de laboratório, mas que não tem qualquer ação biológica no organismo.
- Secção do nervo localizado entre as costelas ou a sua lesão pelo vírus do herpes zoster
- Sucção do leite materno pelo bebê
- Hipotireoidismo, insuficiência renal, insuficiência hepática
- Estresse

Sinais e Sintomas
Na mulher, a hiperprolactinemia leva a secreção de leite nas mamas (galactorréia), ausência da menstruação, diminuição da libido e infertilidade. No homem, as mamas podem se desenvolver (ginecomastia) e pode também ocorrer galactorréia, mas é mais comum que a doença se manifeste por diminuição da libido, impotência e infertilidade. Pode ocorrer dor de cabeça e alterações visuais por efeitos de massa do tumor hipofisário.

Evolução da doença
Se a causa é um prolactinoma, o tumor pode crescer e comprimir estruturas próximas da glândula hipófise, e isto levar eventualmente a cegueira para alguns campos de visão (o mais comum é um quadro chamado de hemianopsia bitemporal). A hiperprolactinemia causa hipogonadismo que pode levar a osteoporose e infertilidade.

Tratamento
O tratamento inicial é sempre com medicamentos, nunca com cirurgia. Existem medicações como a bromoergocriptina, o carbegolide e o pergolide, denominadas agonistas dopaminérgicos, capazes de reduzir não só a secreção de prolactina como também o tamanho do prolactinoma, às vezes com desaparecimento completo e cura da doença. O tratamento cirúrgico primário (retirada do tumor) fica reservado para os casos de insucesso do tratamento clínico ou preferência individual do paciente. Quando o indivíduo está ingerindo alguma medicação que estimula a produção de prolactina, ela deve ser interrompida, se possível, ou substituída.

Prognóstico
Nos pacientes com microadenoma (prolactinomas menores que 1 cm) a bromoergocriptina reduz os níveis de prolactina em 80% dos casos. Nos casos de macroadenoma (maiores que 1 cm), a bromoergocriptina normaliza os níveis de prolactina e reduz o tamanho do tumor em 60 a 70% dos casos. A carbegolida normaliza os níveis de prolactina em 70 a 80% dos pacientes e tem menos efeitos colaterais que a bromoergocriptina. Quanto ao tratamento cirúrgico, nos tumores entre 1 e 2 cm, sem extensão para fora da hipófise e níveis de prolactina inferiores a 200 ng/mL, a cirurgia é efetiva em 80% dos casos. Se o tumor é maior, ou invasivo, e os níveis de prolactina superiores a 200 ng/mL, o sucesso da cirurgia diminui para 25 a 50% dos pacientes.

O que eu posso fazer para prevenir?
Não há como prevenir o desenvolvimento do prolactinoma. Cuidar com o uso abusivo e sem orientação médica de medicamentos que possam levar à hiperprolactinemia.